Como você deve lembrar, a evolução humana começa há 6 milhões de anos atrás, nas savanas africanas, onde surgiram os primeiros hominídeos. Eles foram evoluindo, dando origem a diferentes espécies. Há cerca de 3 milhões de anos surgiu o primeiro ser humano,o Homo habilis ou Homo sapiens. Ele dará origem ao homo erectus, seu descendente que surgiu há 1,8 milhões de anos. Foi à primeira espécie humana a atingir outros continentes.Há cerca de200 mil anos surgiu o Homo Sapiens sapiens. Há aproximadamente cem mil anos atrás, saiu do continente, em uma série de ondas migratórias, atravessou a Eurásia e atingiu as Américas. Ainda surgiram outras espécies como o homem de Neanderthal e o Homo floresiensis. Todas essas espécies desapareceram há mais ou menos 30 mil anos.A influência da África e dos ameríndios no Brasil se evidencia no vocabulário, na religiosidade, na culinária, na dança, na música, na medicina, e na arte.
As etapas da Evolução Humana
Os pré-australopitecos
Essas primeiras espécies viveram logo após a separação do grupo que originou os hominídeos e os chimpanzés.
O registro fóssil remonta algumas das espécies desse período:
Sahelantropus tchadensis:
Fóssil encontrado no continente africano, pertencente a uma espécie de
primata. Essa espécie já possuía a postura bípede. É o mais antigo
ancestral da linhagem humana.
Orrorin tugenensis:
Fóssil encontrado no Quênia. Também já apresentava indicações da
postura bípede. Os cientistas acreditam que a espécie viveu há 6 milhões
de anos atrás.
Ardipithecus ramidus e Ardipithecus kadabba: Fóssil encontrado na Etiópia. Nessas espécies permanece a postura bípede. Os cientistas acreditam uma espécie do gênero Ardipithecus foi a ancestral dos australopitecus.
Os primeiros hominídeos pertenciam ao gênero Australopithecus.
Constituíram um grupo diversificado e bem sucedido.
As
principais características desse grupo eram: a postura ereta, a
locomoção bípede, a dentição primitiva e a mandíbula mais semelhante a
da espécie humana.
Foram os primeiros hominídeos a dominar o fogo, o que permitiu sua
expansão para outros territórios. Além da redução da musculatura da
face, pois podiam cozinhar os alimentos, amaciando-os.
Australopithecus africanus: O primeiro fóssil de australopiteco encontrado. Provavelmente, habitou a Terra há 2,8 a 2,3 milhões de anos atrás.
Outros fósseis de australopitecos foram encontrados. Algumas espécies são: A. afarensis, A. robustus e A. boisei.
Acredita-se que muitos australopitecos tenham coexistido e competido entre si. Todas as espécies foram extintas.
Porém, uma delas teria sido a ancestral do gênero Homo.
O gênero Homo
A extinção da maioria dos australopitecos possibilitou o surgimento de uma nova linhagem.
O gênero Homo
se destaca pelo desenvolvimento do sistema nervoso e da inteligência.
Além disso, apresentava adaptações evolutivas, como o bipedalismo.
Homo habilis: Atualmente, com o estudo dos fósseis, o mais aceito é considerá-lo como australopiteco, sendo Australopithecus habilis. A espécie viveu por volta de 2 milhões de anos a 1,4 milhões de anos atrás.
Homo erectus:
Essa espécie se destacou pela fabricação de instrumentos e utensílios
de pedra, madeira, pele e ossos. O grupos saiu da África e alcançou a
Europa, a Ásia e a Oceania.
Homo ergaster: Seria uma sub-espécie do H. erectus que teria migrado para a Europa e parte da Ásia, onde deu origem a várias linhagens, uma delas o Homo neanderthalensis.
Homo neanderthalensis: Conhecido por
neandertais, tinham o corpo adaptado ao frio, ausência de queixo, testa
baixa, pernas arqueadas e cérebro maior do que os dos seres humanos
atuais.
Os neandertais apresentavam comunicação verbal rudimentar, organização social e sepultamento de mortos.
Esse
grupo conviveu com os primeiros homens modernos. Atualmente,
acredita-se que o homem moderno surgiu na África entre 200 mil a 150 mil
anos atrás, a partir das linhagens de H. ergaster.
O Homo sapiens sapiens é a denominação científica do homem moderno, sendo uma subespécie do Homo sapiens. Surgiram há 40 mil anos o homo sapiens sapiens, que por suas habilidades altamente desenvolvidas podiam dominar melhor a natureza e assim adaptá-la ao seu modo de vida.
O homem moderno
A principal característica do homem moderno, comparado aos seus ancestrais, é o cérebro bem desenvolvido. Com isso, a capacidade de raciocínio, linguagem,
introspecção e a resolução de problemas é avançada. Por possuir um corpo
completamente ereto, a possibilidade de usar os braços e mãos para
manipular os objetos foram desenvolvidas, o que permitiu que o meio
fosse adaptado as vontades e anseios do homem.
A auto-consciência, racionalidade e a sabedoria diferem o homo sapiens sapiens não
só dos seus ancestrais mas de todos os seres vivos que habitam o
planeta terra. A sociedade humana se construiu e
atualmente podemos utilizar diversos sistemas de comunicação, como o
verbal, gestual e escrito, sendo possível a troca de ideias, as formas
de expressão e até uma melhor forma de organizar o social.
A cultura africana chegou às terras brasileiras pelos africanos trazidos para cá para servirem de escravos. Os navios negreiros
ou tumbeiros (grandes embarcações europeias que traziam em seus porões
dezenas e até centenas de africanos em condições degradantes) carregavam pessoas de várias etnias africanas, o que permitiu a pluralidade cultural de origem africana no Brasil.
Com a fusão entre a cultura africana e os vários elementos da cultura indígena e europeia, nasceu no país uma cultura muito vasta. Se buscarmos em nossas origens, diversos são os elementos que compõem a nossa formação tradicional e têm origem no continente africano.
- VOCABULÁRIO
Hoje, podemos observar no dicionário brasileiro uma variedade de termos
que usamos em nosso dia a dia, sem termos a noção de sua origem
africana, mais especificamente do grupo bantu. Entre os exemplos
encontramos: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga,
capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi,
macaco, maconha, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda,
quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó,
cambada, muquirana, muvuca.
-
Religião
São religiões originalmente brasileiras,
mas que surgiram com base em elementos religiosos africanos. O candomblé
consiste no culto aos orixás da cultura iorubá, enquanto a umbanda é
uma forma sincrética entre o candomblé, o catolicismo e o espiritismo
kardecista.
Os africanos buscaram sempre manter suas tradições de acordo com os locais de onde haviam saído do continente africano. Entretanto, a necessidade de aderirem ao catolicismo levou diversos grupos de africanos a misturarem as religiões do continente africano com o cristianismo europeu, processo conhecido como sincretismo religioso. São exemplos de participação religiosa africana o candomblé, a umbanda, a quimbanda e o catimbó.
Os africanos buscaram sempre manter suas tradições de acordo com os locais de onde haviam saído do continente africano. Entretanto, a necessidade de aderirem ao catolicismo levou diversos grupos de africanos a misturarem as religiões do continente africano com o cristianismo europeu, processo conhecido como sincretismo religioso. São exemplos de participação religiosa africana o candomblé, a umbanda, a quimbanda e o catimbó.
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Culinária
Nossa culinária é repleta de pratos e ingredientes originários da cultura africana ou criados por africanos no Brasil. Podemos listar, o quibebe, o cuscuz o acarajé, o vatapá, o abará e o caruru. Apesar da crença comum de que a feijoada
tem sua raiz na cultura dos africanos escravizados no Brasil, a sua
origem incerta parece apontar que, ao menos como é feita hoje, não foi
uma criação dos escravos.
São exemplos culinários da influência africana o acarajé, pamonha, mugunzá, caruru, quiabo e chuchu. Temperos também foram trazidos da África, como pimentas, o leite de coco e o azeite de dendê.
São exemplos culinários da influência africana o acarajé, pamonha, mugunzá, caruru, quiabo e chuchu. Temperos também foram trazidos da África, como pimentas, o leite de coco e o azeite de dendê.
Em primeiro lugar, como defende o historiador e folclorista brasileiro Luís da Câmara Cascudo, muitos escravos eram muçulmanos, e a religião islâmica interdita o consumo da carne de porco
pelos seus adeptos por considerá-lo um animal impuro. Em segundo lugar,
a carne seca e a carne de porco, mesmo os pedaços menos cobiçados hoje,
como a orelha, o rabo, o focinho e a pata, eram de grande valor, devido
à dificuldade em criar-se os animais e conservar suas carnes no Período
Colonial, o que distancia a tese de que esses pedaços eram servidos aos
escravos.
-
Dança e Música
Temos hoje diversas danças brasileiras que
foram trazidas por africanos ou surgiram com base em elementos
culturais dessas pessoas que viviam no Brasil. São elas: a capoeira, que é também uma arte marcial utilizada como defesa dos escravos fugitivos contra os capitães do mato; o samba; o axé, dança originária do ritmo afoxé que tem origem nas tradicionais danças religiosas); o coco; e o maracatu.
A INFLUÊNCIA INDÍGENA NA CULTURA BRASILEIRA
Além do samba, a influência africana
na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada, Moçambique, lundu e a capoeira, são exemplos da influência africana na música brasileira que permanecem até os dias atuais. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
As principais características dos africanos são a musicalidade e suas danças compostas por diferentes ritmos e instrumentos, contribuindo com elementos culturais em várias outras nações do mundo, e fortemente ligados ao Brasil. A criatividade proporcionou a criação de vários instrumentos musicais, entre eles podemos destacar:
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Berimbau

Kora
Reco-reco – objeto musical feito de madeira ou bambu com
ranhuras transversais que são friccionados por uma vareta. O som é
obtido através da raspagem de uma baqueta sobre as ranhuras
transversais.
As principais características dos africanos são a musicalidade e suas danças compostas por diferentes ritmos e instrumentos, contribuindo com elementos culturais em várias outras nações do mundo, e fortemente ligados ao Brasil. A criatividade proporcionou a criação de vários instrumentos musicais, entre eles podemos destacar:
Afoxé – é um instrumento musical de percussão formado por uma cabaça
redonda coberta por uma rede de bolinhas ao redor de seu corpo. O som é
produzido quando se giram as bolinhas em um sentido, e o cabo no sentido
oposto. É um instrumento musical muito utilizado nos rituais de umbanda
e pelos grupos de samba e reggae.

Agogô – instrumento musical percussivo composto de duas a
quatro campânulas (objeto em forma de sino) de tamanhos diferentes,
ligadas entre si pelos vértices. É o instrumento mais antigo do samba.

Berimbau – é um instrumento de corda usado para fazer
percussão na capoeira. É um arco feito de uma vara de madeira, de
comprimento aproximado de 1,20m a 1,60m, e um fio de aço (arame) preso
nas extremidades da vara. Em uma das extremidades do arco é fixada uma
cabaça que funciona como caixa de ressonância. Para a realização do som,
é necessária a utilização de uma pedra ou moeda, vareta e caxixi.
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Berimbau
Caxixi – é um instrumento de percussão que corresponde a
um pequeno cesto de palha trançada contento sementes ou arroz para a
produção do som. Esse objeto é um complemento do berimbau.
Cuíca – consiste numa espécie de tambor com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O polegar, o indicador e o dedo médio seguram a haste no interior do instrumento com um pedaço de pano úmido, os ritmos são articulados pelo deslizamento deste tecido ao longo do bambu. A outra mão segura a cuíca e com os dedos exerce uma pressão na pele. Quanto mais forte a haste for segurada e mais pressão for aplicada na pele, mais altos serão os tons obtidos.
Kora – instrumento musical formado por 21 cordas. Tem uma caixa de ressonância feita de cabaça e suas cordas eram originalmente feitas de pele de antílope. O instrumentista usa somente o polegar e o indicador de ambas as mãos para dedilhar as cordas da Kora, sendo que os dedos restantes seguram o instrumento. O som produzido pela kora é semelhante ao da harpa.
Cuíca – consiste numa espécie de tambor com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O polegar, o indicador e o dedo médio seguram a haste no interior do instrumento com um pedaço de pano úmido, os ritmos são articulados pelo deslizamento deste tecido ao longo do bambu. A outra mão segura a cuíca e com os dedos exerce uma pressão na pele. Quanto mais forte a haste for segurada e mais pressão for aplicada na pele, mais altos serão os tons obtidos.
Kora – instrumento musical formado por 21 cordas. Tem uma caixa de ressonância feita de cabaça e suas cordas eram originalmente feitas de pele de antílope. O instrumentista usa somente o polegar e o indicador de ambas as mãos para dedilhar as cordas da Kora, sendo que os dedos restantes seguram o instrumento. O som produzido pela kora é semelhante ao da harpa.

Kora
Tambores – são os principais instrumentos musicais africanos. Existem
dos mais variados formatos, tamanhos e elementos decorativos. É um
objeto musical de percussão, é oco e feito de bambu ou madeira
- MEDICINA
- ARTE
Pintura corporal, assim como as populações indígenas brasileiras, os povos da África
também manifestam-se artisticamente através da aplicação de tintas
naturais em seus corpos.
No Ocidente, a arte das culturas africanas reverberou no final do século
XIX através do contato de artistas das vanguardas europeias com os
artefatos africanos como as máscaras e esculturas.
Pode-se perceber a influência da arte africana nesse fragmento de Les Demoiselles D'Avignon (1907), de Picasso. À direita, máscara de sociedade africana.
Assim, a arte e cultura de diversas sociedades africanas misturou-se às demais culturas aqui presentes.
Do ponto de vista sociocultural, hoje é aceito oficialmente o fato de
que o povo brasileiro é formado pela junção de três raças: a indígena, a
branca e a negra. Mas não foi somente no aspecto biológico que os
índios contribuíram para a formação do povo brasileiro como o senso
comum faz crer, mas principalmente do ponto de vista cultural e
religioso.
Muitos dos hábitos, costumes, alimentação e crenças da sociedade
brasileira são herança direta dos povos indígenas, como, por exemplo: o
hábito de andar descalço, o costume de dormir em rede, o hábito da pesca
e caça, alimentação à base de mandioca, farinha, polvilho, beiju, além
das crenças na eficácia das plantas como alternativa para cura de
doenças.
- O VOCABULÁRIO
Nossa língua sofre grande influência da cultura indígena,
principalmente em palavras ligadas a flora e a fauna, como: abacaxi,
tatu, mandioca, caju e muitas outras palavras usadas no cotidiano de
todo brasileiro. Além de ter sido essencial na formação do vocabulário do português do Brasil, a influência das línguas indígenas deixou marcas significantes na língua portuguesa do Brasil. Quando os colonizadores europeus chegaram aqui, eles não conheciam a
enorme variedade da fauna e flora brasileiras. Os índios é que foram
apresentando e dando nome aos animais, como por exemplo a capivara, o
tamanduá, a cutia, o pirarucú, o jabuti; e às frutas, como o cacau e o
cajá.
Aiuruoca, Cajá, Aracaju, Barbatimão, Caatinga, Capim, Capivara, Carioca, Capoeira, Catuaba, Copacabana, Curitiba, Cipó, Gororoba, Jabuti, Jacaré, Maracanã, Mocotó, Paca, Paçoca, Pamonha, Perereca, Pipoca, Piranha, Sapucai, Sucuri, Tamanduá, Tucana, Urubu.
Os termos de origem indígena
aparecem em: nomes de utensílios, objetos, comidas, crendices,
seres fantásticos, moléstias, fenômenos naturais, nomes de
lugares, nomes de pessoas e outros nomes próprios, espécimes da
fauna e da flora, frases feitas e ainda termos de uso geral. Embora muitos brasileiros desconheçam os significados dos vocábulos de
origem tupi existentes na língua portuguesa, é inegável que essa nação
teve grande influência na construção de nossa identidade cultural e
linguística.
- A CULINÁRIA
A culinária brasileira traz de herança muitos costumes de diversos povos
indígenas, que se alimentavam principalmente de ingredientes como a
mandioca (também conhecida como macaxeira ou aipim), castanhas, coco,
milhos, raízes e algumas folhas e frutos. A culinária brasileira herdou vários hábitos e costumes da cultura
indígena, como a utilização da mandioca e seus derivados (farinha de
mandioca, beiju, polvilho), o costume de se alimentar com peixes, carne
socada no pilão de madeira (conhecida como paçoca) e pratos derivados da
caça (como picadinho de jacaré e pato ao tucupi), além do costume de
comer frutas (principalmente o cupuaçu, bacuri, graviola, caju, açaí e o
buriti).
- A MEDICINA
A crença nas práticas populares de cura derivadas das plantas. Por isso
sempre se recorre ao pó de guaraná, ao boldo, ao óleo de copaíba, à
catuaba, à semente de sucupira, entre outros, para curar alguma
enfermidade.
- A CULTURA
A influência cultural indígena na sociedade brasileira não para por aí:
a língua portuguesa brasileira também teve influência das línguas
indígenas. Várias palavras de origem indígena se encontram em nosso
vocabulário cotidiano, como palavras ligadas à flora e à fauna (como
abacaxi, caju, mandioca, tatu) e palavras que são utilizadas como nomes
próprios (como o parque do Ibirapuera, em São Paulo, que significa,
“lugar que já foi mato”, em que “ibira” quer dizer árvore e “puera” tem o
sentido de algo que já foi. O rio Tietê em São Paulo também é um nome
indígena que significa “rio verdadeiro”).
- A DANÇA E A MÚSICA
A música popular brasileira resulta de um conjunto de manifestações culturais de influência indígena, africana e europeia, embora a influência indigina na música brasileira seja pouco expresiva.
No ritmo coco, muito comum nos estados
do norte e nordeste brasileiro, os dançarinos formam uma roda, girando e
batendo palmas com o acompanhamento de pífaros e percussão. Muito encontrada
no litoral e sertões nordestinos, contém influência africana, porém a sua
disposição coreográfica coincide com a dos bailados indígenas,
especialmente tupis.
O carimbó do Pará foi trazido ao Brasil pelos escravos africanos.
Posteriormente, foram incorporadas influências indígenas e europeias,
especialmente ibéricas.
O costume da dança surgiu com o hábito dos
agricultores e dos pescadores que, ao fim dos trabalhos diários,
dançavam ao ritmo do tambor.
Caboclinhos ou cabocolinhos - Trata-se de um ritmo do
folclore popular brasileiro de origem indígena, sendo um dos estilos mais
tradicionais do carnaval de Pernambuco e de todo o nordeste. “É uma mistura de
danças e músicas com raízes indígenas.” Pertencem ao pequeno grupo de danças
com reminiscências ameríndias tais como caiapós, dança dos pajés, dança dos
tapuios, caboclos e tapuiadas.
O folclore brasileiro reúne várias danças que são de origem indígena. São exemplos: cateretê, caiapós, cururu e jacundá.
Cateretê
é uma dança do folclore brasileiro que teve origem da dança indígena.
Nesse estilo, as performances são realizadas a partir da formação de
duas filas, uma só de homens e a outra de mulheres. Ao som de palmas e
bate-pés os dançarinos realizam a apresentação. O cateretê é muito conhecido nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Caiapós
por sua vez, é formada a partir de duas figuras centrais: O curumim (menino em tupi guarani) e o cacique.
Na dança, o menino interpreta que está sendo perseguido por um homem
branco e morre. Os demais dançarinos ficam em torno dele. A partir de
então entra a figura do cacique que dança ao redor do difundo até
ressuscitá-lo.
Cururu
é outra dança de origem indígena e a performance abrange a participação exclusiva de homens. Os dançarinos formam
duas filas indianas. A máxima da apresentação ocorre no momento em que
chega o Divino e quando o cururueiro canta e faz saudações por conta da
chegada dele. Esse estilo é típico das regiões do Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul, mas teve origem em São Paulo.
Jacundá
é uma dança do folclore brasileiro que é formada a partir da dança de roda.
Para iniciar apresentação, as pessoas criam um círculo e dois
dançarinos ficam no meio. A dupla ao mesmo tempo que dança no centro da
roda, tenta sair dele.
As
pessoas que formam a roda não podem deixar a dupla sair. Mas, caso
ocorra, quem permitiu deve entrar na roda e dançar no lugar.
A música popular brasileira resulta de um conjunto de manifestações culturais de influência indígena, africana e europeia.
A música para o indígena é algo muito importante, devido a todo o seu peso social e ritual. Ela está presente nas diversas manifestações culturais e sociais de cada etnia, fazendo parte dos rituais de magia, socialização, contato direto com os ancestrais e cura. Presente também em festas comemorativas, podendo ser vista como uma linguagem diferenciada pois a partir dela podemos saber se estamos em uma guerra, em um ritual para os deuses ou em alguma outra manifestação cultural distinta. Os índios brasileiros utilizam predominantemente instrumentos de sopro ou percussão.
Cada tribo possui seus instrumentos específicos, os que são compartilhados de alguma maneira sofrem diversificações, como o material utilizado para a fabricação por exemplo.
Algo muito bacana que podemos ressaltar é que para o indígena o próprio corpo é tido como um instrumento musical. Com a batida dos pés eles dão ritmo a melodia dos instrumentos, sendo que até podem utilizar apenas o corpo para determinados rituais. Acompanhado da música sempre temos danças também.
Seu instrumental inclui instrumentos de percussão e sopro, os mais empregados são:
Flauta
Pau-de-Chuva
Apito
Uruá
Instrumentos de sopro
Aqui dei apenas alguns exemplos dos instrumentos indígenas mais utilizados, sendo que ainda existem outros instrumentos utilizados pelos índios.
http://povosindigenasdobrasil.blogspot.com/2014/10/a-musica-indigena.html
A música popular brasileira resulta de um conjunto de manifestações culturais de influência indígena, africana e europeia.
A música para o indígena é algo muito importante, devido a todo o seu peso social e ritual. Ela está presente nas diversas manifestações culturais e sociais de cada etnia, fazendo parte dos rituais de magia, socialização, contato direto com os ancestrais e cura. Presente também em festas comemorativas, podendo ser vista como uma linguagem diferenciada pois a partir dela podemos saber se estamos em uma guerra, em um ritual para os deuses ou em alguma outra manifestação cultural distinta. Os índios brasileiros utilizam predominantemente instrumentos de sopro ou percussão.
Cada tribo possui seus instrumentos específicos, os que são compartilhados de alguma maneira sofrem diversificações, como o material utilizado para a fabricação por exemplo.
Algo muito bacana que podemos ressaltar é que para o indígena o próprio corpo é tido como um instrumento musical. Com a batida dos pés eles dão ritmo a melodia dos instrumentos, sendo que até podem utilizar apenas o corpo para determinados rituais. Acompanhado da música sempre temos danças também.
Seu instrumental inclui instrumentos de percussão e sopro, os mais empregados são:
Flauta
Pau-de-Chuva
Apito
Uruá
Instrumentos de sopro
Aqui dei apenas alguns exemplos dos instrumentos indígenas mais utilizados, sendo que ainda existem outros instrumentos utilizados pelos índios.
http://povosindigenasdobrasil.blogspot.com/2014/10/a-musica-indigena.html
- A RELIGIÃO
As crenças religiosas e superstições tinham um importante papel dentro da cultura indígena. O costume de dar umas pancadinhas na madeira para espantar o azar já existia entre vários povos antigos, como os índios do continente americano.
Xamanismo
O xamanismo é constante em diversas manifestações indígenas brasileiras. A palavra "pajé", de origem Tupi, se popularizou na literatura de língua portuguesa em referência ao xamã.
No Brasil rural e urbano, apesar da tradição multi-étnica dos ameríndios, observa-se a presença dessas práticas médicas-religiosas em comunhão com rituais de origem africana.
Atualmente no Brasil existem várias vertentes de neo-xamanismo ou xamanismo urbano, entre estas linhas diversos grupos onde coexistem tradições espirituais diversas, uso de substâncias associados à "novos" saberes ou tradições.
Em todo o processo de sincretização religiosa, ou seja, da mistura das
tradições religiosas, a participação da tradição indígena,
essencialmente brasileira, se deu na figura do caboclo. Ou seja, dentre
todas as religiões e manifestações existentes no Brasil, a contribuição e
a representação do que é realmente nosso, estão nos Caboclos.
Em seus rituais, normalmente panteístas (animismo), reverenciam os
ancestrais, os elementos, as plantas, animais e os seres mitológicos.
Outro
fato curioso é o uso de alucinógenos e outras substâncias rituais, como
tabaco e bebidas alcoólicas, utilizados para fazer a ligação com o
mundo espiritual.
- A ARTE
Nas expressões artísticas, as influências da cultura indígena é
enorme, já que muitos povos usavam da arte em diferentes rituais, sempre
com muito simbolismo envolvido.
Um grande exemplo é a pintura
corporal, feita normalmente com tinta vinda de plantas e frutos (como o
jenipapo e o urucu) tinha finalidade de retratar sentimentos e momentos
específicos nos rituais realizados.
Outra grande herança artística
deixada pelos índios, foi o artesanato, muito praticado pelos povos do
Brasil, que faziam colares, pulseiras, brincos e braçadeiras,
normalmente ornamentados com penas e caudas de aves, dando origem a
“arte plumária”. Bolsas trançadas com fios e
fibras, enfeites e ornamentos com penas, sementes e escamas de peixe são
utilizados em diversas regiões do país, que sequer têm proximidade com
uma aldeia indígena.
Os índios também tinham costume de fazer grandes máscaras de palha ou de
madeira com cascas de árvores, usadas em danças, festas e cerimônias
para acalmar entidades e espíritos. A cerâmica é um exemplo de arte que não está presente em todas as tribos indígenas. Os cestos são utilizados para uso doméstico, na manutenção e transporte de alimentos.
Com o folclore, permaneceram as lendas como o curupira, o saci-pererê, o boitatá, a iara, dentre outros.
Os povos indígenas deixaram para a sociedade brasileira uma diversidade
cultural que foi importante para a formação da população brasileira.
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